A Fonte do Garoto 

Fonte do GarotoSituada no largo junto ao Mercado Municipal de Pampilhosa – a Fonte do Garoto – é um artístico chafariz, encimado por uma escultura em bronze da autoria de Mestre Teixeira Lopes – o notável escultor de Vila Nova de Gaia.

Esta fonte bastante original representa um rapaz do povo a despejar uma ânfora, colocada a meio do tanque do chafariz público.Mestre Teixeira Lopes, pôs nesta obra toda a sua fina sensibilidade de escultor de crianças – e o garoto humilde, o pequeno operário de outrora, está aqui fielmente representado.

Foi este chafariz inaugurado em 1916, tendo nessa altura uma configuração diferente:A escultura do garoto estava colocada sobre um plinto de calcário branco, com um pequeno tanque em frente, para onde tombava a água.

 

Actualmente o tanque é maior e circular, assentando sobre os três degraus que o rodeiam, e tendo ao centro sobre o plinto a estátua do garoto.Conta a família do escultor, que este ao receber a encomenda do fontanário, idealizou para ele a escultura de um rapazinho.

 

Vivendo em Gaia, foi até à zona ribeirinha do Porto à procura do modelo ideal. Aí avistou um pequeno operário, que distribuía a água aos carvoeiros. Falou com ele, e conseguido o seu intento, combinou com a mãe do pequeno, que este iria posar para ele no seu atelier de Vila Nova de Gaia.

 

Qual não foi o seu espanto, quando este lhe aparece de fato domingueiro, e sem a indumentária característica do pequeno operário que idealizara, e que viria a imobilizar no bronze deste belo chafariz.

 

A escultura tem verdade e encanto, que atestam o cinzel de um grande mestre!

 

 

Fonte do Melo

 

Fonte do MeloDesde os tempos mais remotos que as populações se instalaram perto de cursos de água, como é sabido, ou então procuraram captá-la onde ela brotasse, para seu uso.

 

Surgiu assim a fonte, que é uma instalação rudimentar ou arquitectónica, especialmente feita pelo homem para aproveitar e distribuir a água que dali corre, para beber, para recebê-le em tanques, vasilhas, para lavagens ou regas.

 

Aconteceu o mesmo em Pampilhosa onde as fontes tiveram um papel importante. Algumas ainda conservam aAqueduto da fonte do Melo sua função, outras ao longo dos tempos têm desaparecido, e são ja só uma lembrança na menet das pessoas mais antigas…

 

Mas, também as fontes têm o seu papel social. Ia-se á fonte buscar água mas também para conviver, conversar, contar as novidades enquanto se esperava o encher do cântaro; e ao domingo os namorados acompanhavam as moças, e aí se quedavam em conversa amena por largo espaço. A Fonte do Melo é uma das fontes mais recentes.

 

Em todos os tempos a água foi sempre uma das maiores necessidades das populações, e sobretudo a água potável, própria para consumo, que a população da Pampilhosa durante séculos teve que ir buscar longe, pois a terra situada em terreno calcário, não tinha dentro do lugar, senão fontes de água salobra.

 

No intuito de suprir essa falta, propuseram-se Albano Ferreira Christina, no tempo presidente da Junta de Freguesia de Pampilhosa, e o industrial Joaquim da Cruz, grande amigo desta terra, a exercer a sua influência junto do grande proprietário de então, Joaquim Jose de Mello, obtendo a concessão de trazer graciosamente a água de um abundante nascente situada na sua propriedade junto ao pinhal da Gândara. Essa água, nascida em areia- é uma água fina, saborosa, potável e própria para consumo.

 

A Fonte inaugurada em 1925, veio beneficiar grandemente a população da Pampilhosa, já de si tão carenciada deste liquido- pois, por vezes em época de Estilo chegava a faltar… No seu aspecto é uma fonte simples, sem primores de estilo.

 

Compõe-se unicamente de um arco cavado de volta inteira formando nicho, feito em cimento imitando cortiça, encimado por um pequeno brasão com as iniciais C.M. ( Câmara Municipal) e uma lápide com o nome de « Fonte do Melo», que ficou a perpetuar o nome do doador. É da autoria de Joaquim Vitorino, um artista desconhecido, da Pampilhosa.

 

Para trazer essa água desde a Mina até ao lugar da fonte em boas condições de salubridade, foi construída uma conduta de manilhas de grés – ( mais tarde em fibro-cimento) – e que veio substituir as antigas caleiras descobertas que outrora a traziam da nascente, para regar a Quinta do Melo.

 

Esta conduta atravessando a chamada Terra do Linho, da mesma família, vinha passar o Rio Certoma á Ponte de Pedra, e seguia por um aqueduto, de arcadas desiguais, até junto do lugar.

 

Este aqueduto que tem a data de 1923, avista-se de longe e corre ao longo da Quinta Melo, dando á paisagem marginal do Vale do Certoma, uma nota diferente.

 

 

 

Fonte D'Aqui

Fonte D’AquiAs fontes eram outrora uma necessidade vital para as populações e a sua origem, seria o aproveitamento das nascentes naturais perto do seu "habitat". Por esse motivo sendo a Fonte D’Aqui uma das mais antigas do lugar, pouco se conhece da sua história e construção. Fica situada na parte alta da Vila, onde se situam as mais antigas habitações do lugar. Está ao fundo de uma encosta de oliveiras e, em sua direcção, seguem dois caminhos, que terminam em lanços de escadas, um de cada lado da fonte. A sua configuração é de uma fonte de mergulho, composta de um tanque onde nasce a água, a qual borbulha clara e límpida entre as pedras do fundo; mas, sendo de natureza calcárea, embora fresca não é de sabor agradável.

 

A fonte é coberta por um poial de pedra, onde as mulheres poisavam os cântaros ou os canecos, para se ajudarem ou esperarem a sua vez. Em frente existia um outro poial mais largo, para o mesmo efeito, delimitado por um pequeno murete. É uma fonte muito antiga e não há memória de a sua nascente secar. Durante séculos abasteceu a povoação para os seus usos domésticos. De la vinha água para cozinhar, lavar as casas e para fazer água-pé no tempo das vindimas, sempre acartada á cabeça das mulheres, em equilíbrio sobre uma rodilha.

 

Hoje, com o progresso e a boa água canalizada que a vila possui, deixou de ter a serventia de outrora e encontra-se, por esse motivo, bastante degradada. Como fica funda, a descida para a fonte faz-se por dois lanços de escadas de 6 e 9 degraus cada um. As sobras dessa água correm para um tanque ou depósito que lhe fica defronte e ja dentro da Quinta do Melo que por esse motivo, se chamava Quinta da Fonte – nome por que foi conhecida até ao século XVIII.

 

O nome de Fonte D’Aqui caracteriza bem a sua proximidade do lugar pois, na encosta da Brejoeira, para lá do rio Certima, existe outra fonte de mergulho, também bastante antiga, chamada – Fonte d’Além por oposição a esta que ficava perto. Aqui fica, portanto, mais uma achega para recordar o que foi a vida de outrora na Vila de Pampilhosa. As fonte foram sempre um motivo de inspiração dos nossos poetas. Locais eleitos pelos conversados para ponto de encontro e de namoro, ou de simples conversas com quem se encontrasse. Ir á fonte era útil a que se juntava o agradável, principalmente para os jovens de outros tempos. As nossas fontes foram cantadas na representação de um "Entremez", realizado nas Covas da Baganha, em 1945.

 

 

 

Fonte das Poças

 

Fonte das PoçasNo cabeço onde está situada a parte alta da Pampilhosa, e na encosta voltada a norte, existem várias nascentes que certamente ao longo dos séculos, iam depositando ao fundo da encosta a água que delas corriam, formando poças. Daí, ser este sitio conhecido até hoje pelo nome de "As Poças". A população da Pampilhosa no sentido de aproveitar essa água, canalizou-a para uma bica; - usando umas condutas um tanto primitivas, que há poucos anos ainda existiam, e que se limitavam a um leito em pedra com uma laje por cima – o que nessa época distante, seria o único processo que existia para tal fim. Assim as canalizações convergindo para uma bica, formaram a fonte que tem o nome de " Fonte das Poças".

 

 

Esta fonte fica situada junto de uma das estradas principais, que sobem atá á parte alta da Vila. A água da fonte corre para um tanque de pedra, e que servia outrora para dar de beber aos bois de trabalho, que antigamente todos os lavradores do lugar possuíam. Ao lado tem um largo poial, onde as mulheres que iam á fonte poisavam os canecos enquanto esperavam a sua vez, e também servia para ajudar a colocá-los á cabeça. Em 1879, (a data mais antiga que aparece numa pequena lápide), foi certamente remodelada, dando-lhe então o aspecto com que ficou durante todos estes anos. Mas por se encontrar degradada em 1937 a Junta de Freguesia procede a obras de restauro, deixando memória do facto numa outra lápide incrustada na parede da fonte.

 

 

Entretanto com o tempo, e sem ter tido novos restauros a fonte encontrava-se bastante degradada, e com um aspecto de abandono, a requerer uma intervenção que a tornasse mais agradável á vista, como um pequeno monumento rústico a recordar os nossos antepassados. Assim em 1996 com autorização da Junta de Freguesia de Pampilhosa, Maria das Dores de Sousa Christina tomou a iniciativa de a restaurar. Para esse efeito foi forrada de azulejos, com uma reprodução de um padrão de século XVIII, e colocadas as antiogas lápides em lugar de destaque.

 

A água desta fonte é calcária, não é portanto gostosa para beber, mas é abundante, correndo sem interrupção quer de inverno ou de verão num manancial inesgotável. Tem uma propriedade interessante: coze muito bem os legumes deixando-os com uma bela cor verde. Também é tradição na terra que ela tem propriedades medicinais – O que desconheço – mas que se poderá comprovar com uma análise apropriada. Quando do seu ultimo restauro, a Junta de Freguesia de Pampilhosa, alindou o local, mandando plantar um canteiro de flores, que dão uma certa beleza ao sítio tornando-o mais cativante e agradável.

 
Fonte do Lagar

Fonte do Lagar

Fonte dos Outeiros

Fonte dos Outeiros

Fonte Rio de Cima

Fonte Rio de Cima

Fonte do Rio (Canedo)

Fonte do Rio (Canedo)

Fonte Da Cruz (Canedo)

Fonte da Cruz (Canedo)

 

 

 

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