Manuel Lindo PlenoNascido na Pampilhosa a 27 de Setembro de 1936, iniciou os seus estudos musicais aos sete anos com o seu Pai Joaquim Pleno, estreando-se na Filarmónica Pampilhosense tocando caixa, mudando depois para requinta. Com 18 anos alistou-se no Exército, na Banda de Música do RI 12, em Coimbra. Em 1956 fez Exame para 1.º Cabo Músico e no mesmo ano efectuou o Exame para Furriel Músico. No ano seguinte foi promovido e colocado na Banda do RI 16, em Évora, como solista em clarinete. Em 1959 iniciou a sua carreira como regente na Filarmónica Lorvanense. Em 1964 fez parte da Orquestra Cívica de Lourenço Marques – Moçambique. Foi regente da Escola do Grupo Amadores de Música Eborense, da Banda Carlista de Montemor-o-Novo, da Banda de Estremoz, Casa do Povo de Penacova, Santana Ferreira, B. V. Espinho e Pinheiro da Bemposta. Em 1978 frequentou o curso para promoção a Sargento-chefe. Colocado como subchefe da Banda da RMC, formou a Orquestra Ligeira, sendo de seguida transferido para o RIP, como professor de Música no curso de formação de Sargentos. Em 9 de Junho de 1979, foi promovido a Sargento-mor Músico e colocado como subchefe da Banda do Exército. Dirigia a Banda de Música de Anadia quando, em 1990, devido à enfermidade de seu Pai, passou a dirigir também a Filarmónica Pampilhosense. Frequentou, no Conservatório Nacional de Lisboa, o Curso de Pedagogia Musical, tendo como Professores Jos Wuytack, Margarida Amaral e Verena Maschat. Tendo-se desvinculado da Banda de Anadia em 1996, passou a dedicar-se exclusivamente à Composição e à Filarmónica Pampilhosense, sendo o seu Maestro titular e coordenador da Escola de Música. Pela sua mão, a Filarmónica tornou-se uma banda de juventude, alegre, destemida, com arrojo. O Maestro Manuel Pleno sentia um enorme orgulho da sua Banda e dos seus Músicos. Uma verdadeira cumplicidade revelou-se sobretudo entre ele e a juventude, quando o chamava bem alto: “- Eh Manolo!?”, ao que respondia: “- Yá!”, terminando todos com o célebre: “E salta Manel, e salta Manel, olé, olé!...”. E saltava. Saltava com um brilho de alegria nos olhos. Brilho que foi, infelizmente, desaparecendo, pela doença. Quis o Destino levá-lo no dia 22 de Agosto de 2006. A Filarmónica Pampilhosense estará eternamente grata pelo seu carácter, profissionalismo e persistência que demonstrou durante os 16 anos que esteve como Regente.